quinta-feira, 3 de novembro de 2011

SOU LEÃO AZUL SANTARENO DE CORAÇÃO!!!!

 SÃO FRANCISCO FUTEBOL CLUBE

A foto acima é pontual em situar-me nos melhores dias da minha adolescência. Todos os “Paixão”, sem exceção, eram São Francisco Futebol Clube, o leão santareno, de coração. Na casa da vovó Maroca ou tia Nina até o papagaio, o louro, era franciscano. Lembro-me que fazia questão de carregar o saxofone do meu pai Mimi Paixão até o Estádio Elinaldo Barbosa para assistir uma decisão entre São Francisco x São Raimundo. O meu pai ficava tocando na charanga, juntamente com os demais músicos, todos franciscanos: Sardinha, tio Adalgizo, Faieco, papai, o Barbosa e outros. O são Francisco com Cabecinha e Jeremias (meu primo), uma dupla de atacantes super afinada, arrancou emoções, aplausos e muitas alegrias. No intervalo do jogo papai pagava pra mim e meu irmão Luis Paixão o famoso refresco de gengibre do Bráulio. O jogo recomeçava e eu procura o tio Janjão, pai do Jeremias, para vê-lo todo arrumado de terno preto e chapéu negro com um guarda-chuva na mão, chutando o ar, toda vez que o Jereca fazia malabarismo com a pelota... E lá na cabine da Rádio Rural o Osmar Simões narrando o jogo com desmedida emoção. Tempo bom que nunca mais volta... 

Paulo Paixão o Poeta do Tapajós

Um comentário:

  1. Caramba!!! Voltei décadas passadas. Quantas vezes fui no estádio ser mais uma testemunha ocular do passado glorioso do futebol santareno. Assistir ao RAI X FRAN era sempre uma emoção ímpar. Dois grandes times, repletos de bons jogadores: Xabregas, Cuca, Abdala, Da Silva, Jeremias, Cabecinha, Navarrinho, Surdão, Inacinho, Orlandino, Dão, Carlos Alberto, Petróleo... ainda está em minha memória o jogo do São Francisco com o Madureira (RJ), onde o placar final foi 5 x 2 para o Leão. Após o jogo, a torcida acompanhou todo o time até a sede, que ficava muito próximo do estádio, entoando a canção: "...Maduereira chorou, madureira chorou de dor...". Meu tio Dário Sena (Dadá), proprietário da panificadora Bom Jardim, na Aldeia, torcedor do São Raimundo, eu sempre entrava no estádio em sua companhia. Eu o esperava sempre próximo a bilheteria, pois era certoo sua chegada. Então ele me colocava na sua frente e, ao passar pelo portão, meu sorriso deveria ser incontido, pois estava ali mais uma vez para ver o meu São Francisco jogar. Tempo bom que só a lembrança é capaz de fazer permanecer sempre. LAIRTON LOPES SENA - Florianópolis/SC (22/08/2012)

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