domingo, 25 de março de 2012

RELATO DE UM LEITOR DO BLOG SOBRE O FALSO ET QUE FOI CAPTURADO EM MOSQUEIRO

Caro JK. O brasileiro tem mania de "ditar a verdade" sobre assuntos que não conhece, nem se deu ao trabalho de ao menos pesquisar. Palpiteiros juramentados é o que não falta nesse país, onde grande parte da população tem verdadeira alergia à leitura.

Os relatos do que aconteceu em mosqueiro na década de 70 não se comparam a um ataque de qualquer animal hematófago. Não se tratava simplesmente de "ETs que chupavam o sangue dos mesmos e também dos animais que criavam". Abaixo o depoimento da médica Wellaide Cecim que atendendeu as vítimas do episódio:

"Como foi o primeiro caso de ataque do chupa-chupa que a senhora atendeu?"

"Uma paciente do jovem que morava na zona rural foi levada ao hospital e apresentava extrema apatia, fraqueza muscular e não podia falar ou ouvir. Não tinha nenhum dos reflexos, mas estava consciente. Achei que estivesse sendo acometida de alguma doença, como malária, hepatite ou coisa assim. Mas quando ela foi colocada no leito da unidade, seus familiares me contaram que ela tinha sido atacada por uma luz quando estava deitada na varanda de sua casa."

"Só ela foi atacada de toda a família?"

"Naquele momento sim, mas todos presenciaram o ataque. Viram que um feixe de luz tinha incidido sobre a rede dela e quando acordaram perceberam que do local emanava um forte calor. Assim que viram os raios em cima dela, correram apavorados para ver do que se tratava. Ela conseguiu pela última vez gritar, pois depois entrou num estado de catatonia. O feixe incidiu do lado direito do tórax dela, no hemitórax. Ela não tinha febre. Foi quando abri a roupa dela e vi que no seu peito havia uma queimadura negra extensa que ia do pescoço até o diafragma. Perguntei quanto dias havia acontecido aquilo e os familiares me disseram que fazia menos de uma hora. Estava amanhecendo dia, eram 05h00 quando eles vieram me chamar na unidade. Ai eu falei: “Mas não pode! Esse ferimento não pode ter acontecido há tão pouco tempo, essa é uma queimadura de 4 a 5 dias”. A pele já estava necrosada, e isso só acontece no mínimo depois de 96 horas."

Aliás, minha própria esposa é testemunha ocular de objetos discóides que brilhavam numa cor semelhante a um ferro em brasa, e que pairavam sobre a vegetação no bairro de Carananduba, sempre que ocorria era ao entardecer.

Marcus Sodré

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