sexta-feira, 24 de junho de 2011

DIVISÃO TERRITORIAL

O jornal Estado de São Paulo de 13.05.2011 publicou uma nota com críticas à divisão do atual território paraense, citando como principais ativistas e aliciadores do projeto os deputados Lira Maia (DEM), de Santarém, e Asdubal Bentes (PMDB), de Marabá. A notícia não inclui o principal fomentador dessa tentativa de esbulho ao nosso solo, chama-se Giovanni Queiroz, médico e pecuarista, eleito pelo PDT pela quinta vez, cuja atividade política é nula, insignifcante e desconhecida para os paraenes.

É bom lembrar que a origem desses solertes impulsos divisionarios partiram de indivíduos que nada têm a ver com o Estado do Pará. Estamos falando dos deputados federais Leomar Quintanilha (PMDB) e Morazildo Cavalcante (PTB), sendo que o primeiro foi um dos incetivadores da criação do atual Estado do Tocantins (criado em 1988, com base no dispositivo da nova constituição), cuja área desmembrada continua tão atrasada quando pertencia ao Estado de Goiás, mas acrescentou um enorme peso para o Tesouro Nacional.

Estranha-se que todas essas urdiduras traiçoeiras tenham tido como palco o Congresso Nacional, onde temos 20 representantes (3 senadores e 17 deputados federais), e nada foi feito para impedir a consecução do golpe. Só daqui da Capital partiu um brado contra tão solene traição, o deputado Celso Sabino entrou com uma ação na Justiça questionando a forma de conduzir o processo do retalhamento, mas acabou sendo brecado no STF.

Espera-se, daqui pra frente, que a bancada paraense, alie-se à sociedade civil para discutir com a seriedade que o assunto exige. O princípio é somar, nunca dividir.

Rodolfo Lisboa Cerveira
morador de Belém


Um comentário:

  1. Que tal encarar a questão, Rodolfo, como REORGANIZAÇÃO do nosso espaço geográfico que é imenso e produz grandes desigualdades entre as várias de suas regiões. Não esqueça nunca que o Pará também é nosso, aqui dos habitantes do Oeste do Pará.

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