quinta-feira, 7 de julho de 2011

BUSCA A AERONAVE DESAPARECIDA CONTINUAM

Cerca de vinte militares da equipe Salvo Aero, da aeronáutica, e funcionários da empresa a qual pertence a aeronave desaparecida, W&J, trabalham na área onde o bimotor foi visto pela última vez. Após cinco dias de buscas, nenhum vestígio foi encontrado.

O gerente de segurança operacional da empresa aérea, Sérgio Bentes, afirma as buscas continuarão. Segundo ele, o aparelho instalado na aeronave que emite sinais de emergência, o ELT, não foi acionado, o que intriga os técnicos. “As buscas não irão cessar enquanto houver a possibilidade de encontro dessa aeronave. A gente está também aguardando a resposta da aeronáutica”.

Enquanto isso, os familiares do piloto e do acompanhante, que residem em Santarém, continuam sofrendo com a incerteza.

“Todo mundo está ansioso para receber alguma informação, que eu espero que hoje, em nome de Jesus, nós vamos receber essa notícia boa” – pede Sueli dos Santos, esposa do piloto.

Eliana Cardoso, a esposa de Jocenildo, acompanhante do piloto, disse que as notícias demoram muito para chegar. Segundo ela, é no momento do revezamento das aeronaves que o Aeroporto faz o contato. “A gente tem notícia através do aeroporto. É depois do meio dia e seis horas da tarde. Porque um voo vem e o outro vai, que é aí que eles trazem notícia” – conta.

Seu João Guimarães ainda tem a esperança de encontrar o filho vivo. “Desde que ele foi eu não tenho vontade de comer, de beber nada, de dormir. Eu to sofrendo muito por dentro. Eu me faço de forte para ajudar a minha esposa, mas uma coisa eu sei: a minha esperança em Deus. Eu confio que o meu filho vai voltar com vida, não só ele, mas a equipe toda”. – acredita o pai de Jocenildo.

O acidente

A aeronave partiu do aeroporto de Oriximiná, na tarde do dia 30 do mês passado, com destino à reserva indígena de Cuxaré, na fronteira com o Suriname, com quatro pessoas a bordo, entre eles, o piloto Francisco do Carmo Miranda, conhecido como “Mico” e o tripulante Jocenildo Campos Cardoso, além de dois técnicos em hidrologia da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM). No retorno, segundo os órgãos de segurança, o avião desapareceu na Floresta Amazônica.

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