Começou os serviços da COSANPA
Aldenor Santos, 56 anos, morador da Rua Iguaçu, bairro Nova República, em Santarém, é um dos que acompanham de perto o início das obras de ampliação e melhoria do sistema de abastecimento de água na cidade. Com investimento de R$ 93,7 milhões, o projeto vai beneficiar todo o município, elevando de 30.730 para 55.622 as ligações. O aumento representa água na torneira para 220.321 pessoas, ou 94,5% das famílias santarenas. Os trabalhos devem durar 24 meses.
Executada pela empresa CMT Engenharia, a obra começou na manhã desta segunda-feira (11), em três frentes de serviço, nas ruas Iguaçu e Rouxinol e na Travessa 17. "Moro há mais de 24 anos nesse bairro e nunca vi uma obra desse tamanho. Esperamos há anos que o problema da falta d'água seja resolvido. Agora estamos vendo algo concreto. Será muita felicidade para essas famílias. Espero que essa realidade mude com a obra, pois é nossa reivindicação histórica", diz Aldenor.
"Estamos instalando o reforço das redes, que são os anéis, tubulações com diâmetro maiores. Essas redes serão interligadas com a rede de distribuição depois que os reservatórios e a parte de tratamento estiverem finalizados. Na Rouxinol, próximo à UIPP (Unidade Integrada Pro Paz), estamos construindo o centro reservatório de distribuição. Lá serão feitos a captação e o tratamento. Depois, a água será redistribuída para outras unidades no Maicá e no Canto do Galo, por exemplo", explica o engenheiro responsável da CMT Engenharia, Eduardo de Sousa dos Santos.
Os trabalhos percorrem, além da Travessa 17 e Rua Iguaçu, as Ruas SDO, Travessa Tancredo Neves e Avenida Caranã. Segundo o cronograma da empresa, a primeira etapa será executada até sexta-feira (15), na grande área da Nova República. A Prefeitura de Santarém informa que a área onde será construído o reservatório recebeu autorização de supressão vegetal da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma). A operação implicará na suspensão de vegetais de pequeno porte (bosqueamento) e retirada de material orgânico (galhos de árvores, restos de caixaria de construções) e inorgânicos (plásticos, entre outros).
Ampliação – “A partir daí, vamos partir para definição de dois imóveis: um na Serra do Galo e outro na área do Maicá, que vão se incorporar a essa estrutura física, porque também receberão investimentos em reservatórios, para melhor distribuir a água na grande área da Nova República e Maicá. É um projeto expressivo, importante e necessário, e que dentro de poucos dias será implementado. Nas áreas contempladas peço pela paciência, compreensão e colaboração dos moradores e o apoio das associações, para acompanharmos juntos a execução dessas obras, além de dirimirmos problemas que no dia a dia vão acontecer”, diz o prefeito de Santarém, Alexandre Von.
O gestor da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) em Santarém, Rodrigo Machado, explica que a obra é o mais importante investimento recebido pelo município no segmento. "A obra vai cobrir quase 100% da cidade e regularizar o fornecimento onde há oscilações e ainda melhorar onde ele já existe de forma efetiva", informa.
Segundo a Cosanpa, atualmente, a captação de água em Santarém é feita por 14 poços profundos e oito poços rasos, para uma rede de distribuição de 361 quilômetros. O projeto de ampliação implantará oito novos poços, com 250 metros de profundidade, e implantará mais 316 quilômetros de rede, quase dobrando a capacidade de distribuição. O projeto também contempla a implantação de quatro reservatórios elevados e nove reservatórios apoiados.
Para as obras, Santarém foi dividida em setores. O objetivo é que o acesso à água seja imediato quando as obras em determinado setor forem finalizadas. O consórcio Águas de Santarém, vencedor do processo licitatório, retomará ainda as obras do PAC I, que foram paralisadas em 2011, para passar por ajustes nos projetos e orçamentos. Houve ainda a desistência da construtora Estacon, que havia sido contratada para tocar a obra.
Relação de bairros cobertos:
PAC I
Zona 1: Laguinho, Salé, Liberdade, Centro, Aldeia e Mapiri;
Zona 2: Santíssimo, Santa Clara, Aparecida e Jardim Santarém;
Zona 3: Aeroporto Velho e Caranazal;
Zona 4: (setor leste) – Diamantino, Esperança, Santana, Livramento I e II.
PAC II
Nova República, São Francisco, Santo André, Matinha, Floresta, Vitória-Régia, Jutaí, Maicá, Pérola do Maicá, Urumari e Jaderlândia.
Agência Pará de Notícias

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