Após o depoimento prestado na tarde de ontem aos deputados estaduais que integram a CPI do Tráfico Humano da Assembleia Legislativa do Pará, a adolescente T. de 14 anos vai receber proteção especial.
O relator da comissão, o deputado Carlos Bordalo (PT), vai solicitar que a garota seja inserida no Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAM). O conselheiro tutelar Benilson Silva fez o pedido aos deputados depois de ele próprio receber ameaças de morte por telefone na tarde de anteontem.
Antes de prestar depoimento aos deputados da CPI, Benilson Silva afirmou que na tarde de segunda-feira (19) recebeu três telefonemas de números restritos, entre as 14h e 16h, todos em tons intimidadores e ameaças diretas a ele e sua família.
“Disseram que eu deveria deixar de lado as investigações e as denúncias ou poderia acabar no cemitério. Disseram também que conheciam minha rotina, sabiam onde eu morava e minha família também”.
Benilson informou que iria solicitar segurança ao Estado, mas não somente a ele como também aos demais integrantes do Conselho Tutelar. “Vamos comunicar tudo isso aos membros da comissão. Vamos continuar com as denúncias e investigações e terminado isso encaminharemos um relatório ao Ministério Público do Estado (MPE) e à Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH-PR)”, garantiu Benilson que está há pouco mais de um mês e meio no primeiro mandato como conselheiro tutelar.
O relator da comissão, o deputado Carlos Bordalo (PT), vai solicitar que a garota seja inserida no Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAM). O conselheiro tutelar Benilson Silva fez o pedido aos deputados depois de ele próprio receber ameaças de morte por telefone na tarde de anteontem.
Antes de prestar depoimento aos deputados da CPI, Benilson Silva afirmou que na tarde de segunda-feira (19) recebeu três telefonemas de números restritos, entre as 14h e 16h, todos em tons intimidadores e ameaças diretas a ele e sua família.
“Disseram que eu deveria deixar de lado as investigações e as denúncias ou poderia acabar no cemitério. Disseram também que conheciam minha rotina, sabiam onde eu morava e minha família também”.
Benilson informou que iria solicitar segurança ao Estado, mas não somente a ele como também aos demais integrantes do Conselho Tutelar. “Vamos comunicar tudo isso aos membros da comissão. Vamos continuar com as denúncias e investigações e terminado isso encaminharemos um relatório ao Ministério Público do Estado (MPE) e à Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH-PR)”, garantiu Benilson que está há pouco mais de um mês e meio no primeiro mandato como conselheiro tutelar.
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DEPOIMENTOS
Benilson Silva foi o primeiro a prestar depoimento aos deputados, além dele a adolescente T. e outros dois agentes prisionais que foram exonerados pela Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe-PA) também deveriam falar com os membros da comissão criada para apurar o caso.
Benilson falou sob as circunstâncias em que a garota chegou até o prédio do Conselho Tutelar da Marambaia no sábado (17) e o relato feito pela adolescente sobre o ocorrido na colônia penal Heleno Fragoso. O conselheiro tutelar também reiterou aos deputados as ameaças que vem recebendo. “Se eles (detentos) saem e entram a hora que querem então todos os conselheiros e a adolescente correm perigo”, alertou.
A adolescente T. chegou à sala de depoimento bastante nervosa e chorando muito. A pedido do relator da comissão, deputado Carlos Bordalo, o conselheiro tutelar Benilson Silva conversou com a garota para saber se ela tinha condições de prestar o depoimento.
Só depois de alguns minutos e um lanche providencial a adolescente se acalmou, mas ainda bastante envergonhada ela começou a conversar com os deputados. “Só vocês para me fazeram rir hoje”, comentou a garota, arrancando risos dos deputados.
DETALHES
T. foi detalhando os momentos que a levaram até a colônia após ser assediada por uma mulher que ela identifica como “Ane”. A adolescente contou que fugiu de casa em junho passado e foi morar com o namorado de 25 anos em Outeiro. Dias antes de ser levada até a colônia penal, ela disse que havia brigado com o namorado e deixado o imóvel onde estava morando.
Ela não quis dar detalhes dos dias que antecederam o encontro com Ane, no bar Arco-Íris, em Outeiro, na terça-feira (13). “Ela disse que era um lugar tipo acampamento e que iria me divertir. Quando chegamos lá era só mato e que não era uma colônia de férias e andamos até o igarapé. Acho que fica a um quilômetro da BR”, contou a adolescente.
T. prosseguiu dizendo que no trajeto Ane ligou para “Faísca”, identificado como Rosivaldo, que as encontrou no meio do caminho. “Ele disse que não era para eu ter medo e que não deixaria nada acontecer comigo, depois saiu para buscar colchões para a gente dormir. No outro dia de manhã fui levada para a colônia”.
Questionada se em algum momento viu algum agente prisional pelo caminho, a adolescente respondeu negativamente. Ao chegar na área da colônia encontrou outras duas adolescentes, J. de 13 anos e C. de 17. A partir daí, contou T., todas três passaram a ser violentadas e pela manhã foram todos para o igarapé. No local ela diz que foi forçada a ingerir bebidas alcoólicas e drogas como cocaína e maconha. Dopada, a garota foi abusada por um número cada vez maior de detentos e seviciada de todas as formas. (Diário do Pará)
T. foi detalhando os momentos que a levaram até a colônia após ser assediada por uma mulher que ela identifica como “Ane”. A adolescente contou que fugiu de casa em junho passado e foi morar com o namorado de 25 anos em Outeiro. Dias antes de ser levada até a colônia penal, ela disse que havia brigado com o namorado e deixado o imóvel onde estava morando.
Ela não quis dar detalhes dos dias que antecederam o encontro com Ane, no bar Arco-Íris, em Outeiro, na terça-feira (13). “Ela disse que era um lugar tipo acampamento e que iria me divertir. Quando chegamos lá era só mato e que não era uma colônia de férias e andamos até o igarapé. Acho que fica a um quilômetro da BR”, contou a adolescente.
T. prosseguiu dizendo que no trajeto Ane ligou para “Faísca”, identificado como Rosivaldo, que as encontrou no meio do caminho. “Ele disse que não era para eu ter medo e que não deixaria nada acontecer comigo, depois saiu para buscar colchões para a gente dormir. No outro dia de manhã fui levada para a colônia”.
Questionada se em algum momento viu algum agente prisional pelo caminho, a adolescente respondeu negativamente. Ao chegar na área da colônia encontrou outras duas adolescentes, J. de 13 anos e C. de 17. A partir daí, contou T., todas três passaram a ser violentadas e pela manhã foram todos para o igarapé. No local ela diz que foi forçada a ingerir bebidas alcoólicas e drogas como cocaína e maconha. Dopada, a garota foi abusada por um número cada vez maior de detentos e seviciada de todas as formas. (Diário do Pará)


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