Pensei que a UFOPA, com proposta diferenciada no ensino superior fosse evoluir a partir de sua estrutura física, ordenando e adequando suas instalações aos propósitos inovadores perseguidos, haja vista a inadequação do espaço tímido que a agasalhava na Avenida Marechal Rondon, ora recebendo nova edificação.
Imaginei que fossem construir uma universidade futurista, centrada em espaço físico único, às margens do rio Tapajós, confinando com o lago do Juá, de dimensão condizente com seu crescimento contínuo e acesso pela rodovia Fernando Guilhon, terreno esse de propriedade da família Corrêa, que foi objeto de recente esbulho reprimido pela justiça, de fácil negociação, portanto.
Entretanto, prédios estão sendo construídos nos campus Rondon e Tapajós, com previsão de compra de outros imóveis descontínuos, enquanto o Instituto de Ciências da Sociedade – ICS - encontra-se improvisadamente hospedado no Boulevard Hotel, na Avenida Mendonça Furtado, sem estacionamento, no meio de outras instituições de ensino, lojas, hóspedes etc... Aquilo ali mais parece um formigueiro.
Na contramão da UFPA, que reuniu no mesmo lugar, às margens do rio Guamá, todos os cursos dispersos na capital, como o de Direito, outrora instalado onde hoje é a sede da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Pará, no largo da Trindade, a UFOPA faz o caminho inverso.
A quizila interna envolvendo forças políticas da universidade bem que poderia incluir o assunto na pauta de debate antes que seja tarde e o problema se torne irreversível, prejudicando a futura administração da instituição.
José Ronaldo Dias Campos, advogado e professor

Caro JK,
ResponderExcluirNas últimas semanas a UFOPA começou a atravessar sua pior fase desde a criação, em 2009. Como se não bastasse a crise institucional que se instalou, a partir das denúncias feitas pelo vice-reitor ao MEC, surge agora a notícia de que o procurador da universidade foi condenado a seis anos de prisão, por desvio de recursos públicos. E para piorar, caro editor, nas próximas horas um grupo de pessoas que fez o último concurso da universidade, vai entrar na justiça para tentar anular o certame. O motivo da ação seria uma suposta facilitação, ou favorecimento a estudantes bolsistas da instituição. Fontes de dentro da própria UFOPA dizem os bolsistas simplesmente fecharam a prova, ou seja, de forma suspeita, acertaram todas as questões. A mesma fonte revelou ainda que um mês antes da publicação do edital do concurso, a universidade já estava oferecendo um cursinho preparatório apenas para os alunos bolsistas. Ora, se a universidade é pública, o curso preparatório deveria ser voltado para toda a comunidade, não apenas para alguns “escolhidos”. Ao que parece, senhor editor, a UFOPA é uma instituição viciada, logo, todas as suas ações carregam vícios que precisam ser investigados para que os culpados sejam punidos.