sexta-feira, 24 de maio de 2013

PENITENCIÁRIA OU HOTEL?

Semana passada, presos “hospedados” pela Justiça e Polícia na Penitenciária Hotel do Cucurunã, ateando fogo em colchões, deram inicio a um principio de motim, quebrando tranca das grades, visando terem acesso a uma área externa para facilitar a fuga, debelada pela Polícia Militar. Segundo explicações da direção, próximo de 50 “hóspedes”, homicidas, latrocidas, traficantes, usuários de drogas e assaltantes “só gente boa” confessaram não quererem fugir, sim protestar, contra a demora do Judiciário na tramitação de seus processos. Como se os apenados, ou guardadores de penas, estivessem sendo injustiçados. Tentativas de fuga ou fugas, com chamas e destruição é acontecimento corriqueiro em casas penais, principalmente na de Santarém onde os “hóspedes” com grana gozam de regalias (drogas, sexo e celulares) já denunciadas pela secção da OAB local e do conhecimento do Judiciário e Ministério Publico.

Ronaldo Campos

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